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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Porno Política: Paixões e taras na vida brasileira


O livro de Arnaldo Jabor, editado pela Objetiva trata-se de uma coletânea de contos e crônicas que o autor tece de forma a mostrar o cotidiano do brasileiro como uma crítica ao país e governo.

O livro não conta com denuncismos políticos, está muito mais para indignação do caos que vivemos, visto por um cidadão ( ou vários conforma a crônica), ao contrário do que se pensa não trata-se de uma crítica direta à política brasileira.

Jabor utiliza-se de metáforas, e situações vividas por ele resgatando o eixo que ns trouxe à situação atual, cenas cotidianas metaforizadas servem de arranjos para suas histórias, que ultrapassa os limites do natural ( se é que existe) chegando á pornografia de becos.

O livro apresenta ainda uma mistura de cultura, citando grandes autores, personalidades políticas ou não, se contrapondo a palavras de baixo nível (xingamentos) dando o sentido irônico-cômico aos seus textos.

Quem não conhece a história do país, comunismo a fundo pode ser que o livro seja monótono, mas as histórias podem se transformar de críticas a meros contos do passado.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

AO anônimo

Olá Anônimo! é um prazer recebê-lo aqui no meu cantinho.
Sobre a Febre Amarela minha escandalização é com o descaso ( inclusive com os macaquinhos que você citou), a campanha foi Nacional, lembro-me que eu trabalhei nessa campanha enquanto estagiária e rodamos umas cinco cidades para dar conta da vacinação. Na peoca ia e muitos congressos de estudantes e todos reclamaram do excesso de exigências que nos deram. Então o que houve com essas vacinas? Eram falcificadas? Nego esqueceu de tomar? Onde estão os cartões espelhos?
Enfim houve negligência do governo e profissionais de sa´de sim! digo isso com propriedade, vá no site do Data SUS e veja lá a cobertura vacinal de febre amaela no ano de 2001 de sua cidade e do seu estado depois.!
A saúde brasileira pede socorro, mas não socorro financeiro mas de profissionalismo, de carater mesmo.
Já quanto a filosofia conheço sim esse curso que você citou, mas infelizmente es estudos que fiz, esse curso não é aceito para você trabalhar como ilósofo (docente, p. ex) e além do mais penso em fazer filosofia clínica, aí exige graduação na área. Ainda estou vendo isso, pois pelo que estou lento a filosofia clínica está me parecendo charlatanismo de psicólogos frustrados.
Mas estou ainda na busca de saídas para minha vida, e não estou encontrando, enquanto isso vou dando tiros para todos os lados.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

País de gigantes

Estou entediada. Sem inspiração alguma, não sei o que escrever, sem motivação para tal. Mas quem quer viver de escritos tem que achar o que escrever.

Cansei de falar e apontar erros do governo, dizendo que todas as medidas tomadas são medidas paliativas, que não vão resolver o problema porque este só se resolve se cuidar da raiz.

Também cansei de ler que meninas foram seduzidas pela internet, que marido matou esposa, que acidente fechou o transito por tantas horas. É um mundo muito imundo para eu ficar pensando o tempo todo.

Se crianças são seduzidas na internet não adianta só pegar o culpado, tem que ter alguma punição para os pais que estão negligenciando a educação dos filhos, não dando limites ao mesmos.

Se a pessoa foi seduzida pela internet, não adianta colocar carros na rua com a descrição do criminoso, vá para a internet e se passe por uma garotinha de 13 anos.

É desolador ler as questões do ENADE e os professores ainda colocando a culpa nos pobres dos alunos. Por que os professores não passam por avaliação não só de conteúdo, mas de didática também.

Isso tudo cansa, me deixa tensa, ansiosa, com vontade de fazer algo. Mas me sinto perdida, sem saber o que fazer e por onde andar.

Muitas portas fechadas, isso é desolador, tal como ver pessoas passando fome.

O que eu posso fazer? Escrever a penas, quem vai ler? Alguns amigos, alguns admiradores da minha escrita, mas a quem importa nada. Nem este texto nenhum outro vão me abrir portas.

Imagine então uma pessoa desempregada sem instrução? Da vontade de jogar a toalha e me manter quieta em cima da cama de baixo do edredom e não sair mais.

Vivemos num país de gigantes, se você for gigante sorte sua!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Febre amarela


Hoje um noticiário comunicou o oitavo caso de febre amarela registrada no país só este ano. A febre amarela tem sintomas parecidos com o da dengue, exceto pela icterícia. Tem forma de contágio e prevenção idêntica as da dengue

Outro noticiário comunicou que não precisamos ficar em alerta, pois não se trata de uma epidemia, mas pessoas que vão viajar para a região central do país devem se vacinar.

Em outro noticiário vi uma fila imensa de pessoas aguardando para serem vacinadas, o governo do estado pediu reforço de vacinas, pessoas vão para a fila de madrugada, e profissionais trabalhando a noite para conseguir toda a cobertura vacinal necessária.

A vacina demora dez dias para começar a proteger e tem durabilidade de proteção de dez anos. Hoje o mesmo noticiário que disse que já temos oito casos confirmados da doença, também noticiou para a população ter cuidado com a superdosagem, uma pessoa já foi internada por esse problema.

Ora tem alguma coisa errada aí, em 2001 houve uma campanha contra a febre amarela em todo o país, eu participei dessa campanha enquanto estagiária de enfermagem, apliquei muitas vacinas, desta data até hoje só se passaram seis anos, então as pessoas vacinadas na época não precisam de reforço algum.

Se pessoas estão sendo vacinadas isso significa que a cobertura vacinal de 2001 ficou muito a desejar e o governo não tomou nenhuma providência. Outra questão é sobre o cartão de vacinação certamente não estão sendo pedidos, ou foram perdido mostrando o descuido com o trabalho e saúde respectivamente. Ou as pessoas não se recordam dessa campanha de 2001, não prestam atenção nas informações dadas pelos meios de comunicação, ou pior, não entendem nada do que dizem ou não acreditam em mais nada nesse país de falácias.

Resenha QUANDO NIETZSCHE CHOROU




O filme é baseado no livro homônimo de Irvin D. Yalom. O filme traz uma aproximação, fictícia, entre o médico Joseph Breuer (professor e mentor de Freud) e Friedrich Nietzche. O encontro dois se dá através de uma mulher pela qual Nietzsche se apaixonou, mas que esta só se apaixonou pelo intelecto do filósofo.

Nietzche vive atormentado pela rejeição e a ebulição intelectual para a época (século 19), com enxaquecas insuportáveis e convulsões.

Lou Salomé (a mulher pela qual o filosofo se apaixonara) procura Breuer para que este cure Nietzche através da técnica terapêutica da fala. Mas sob a condição de que o filósofo não soubesse desse pedido dela e tão achasse que o médico sabia de suas tormentas e impulsos suicidas.

Salomé dava as cartas, é impetuosa, ela diz o que fazer, por onde ir. Ela não marcava horas. Deu a Breuer algumas literaturas de Nietzsche para ele se familiarizar com o mesmo.

Ao primeiro encontro Nietzsche com Breuer deixa claro que a melancolia fazia parte da sua vivência e que as enxaquecas que tem, são as dores do parto, citando aí o seu próximo livro – Assim falava Zaratrusta. Explica ao médico que a temática é um profeta que decide instruir as pessoas, mas que estas se recusam a entender suas palavras. E o profeta percebendo que é demais conhecer, então retorna a sua solidão.

Relata a Breuer que acredita que veio cedo demais ao mundo por isso é incompreendido, e que fases negras transformam-se em desespero.

O filósofo se coloca como um ser uno, indivisível, não precisa de mais ninguém para ajudá-lo, ele mesmo cria alternativas de sustentação para sua saúde, tanto que se refere ao sexo como um prazer bestial, e que tais prazeres gregários não são para ele.

Justifica sua solidão pela traição dos outros, “quebrando” pontes formadas no relacionamento.

Breuer tenta uma aproximação mais amigável a fim de  ajudá-lo, e argumenta que a própria pessoa não pode dissecar a própria psique porque a visão sobre a mesma está embaçada.

Nietzsche exaltado recusa ajuda, mas Breuer barganha e se abre para o filósofo, e propõe uma troca. O médico conta de seus tormentos por uma paixão proibida., já que é casado. Nietzsche relata que não pode curar ninguém, nem ele mesmo, ele só sabe suportar as adversidades.

Então Nietzsche vai para uma clínica longe de Salomé, e após ser consultado diariamente por Breuer, ele inverte os papéis, faz Breuer pensar, refletir as situações, faz imaginar outras tantas.

Breuer mesmo não querendo acaba se rendendo as ordens de Nietzsche e consegue vislumbrar alternativas para esquecer da paciente pela qual se apaixonou, provocando atrito e distanciamento de sua esposa.

A cada conversa com o filósofo, Breuer recorria a seu “discípulo Sigmund Freud, ambos faziam análises das situações, e em determinado momento Breuer declara a Freud que Friedrich conhece a humanidade mais a fundo do que qualquer pessoas, e que poderia ser o maior psicólogo de todos os tempos.

A cada encontro entre o médico e o filósofo havia algo de novo, de surpreende, Nietzsche dizia que não escolher meta, é viver de acidente, logo não ter metas na vida é deixar que a vida seja um acidente.

O filósofo relatava que o tempo de desculpas acabaram , é preciso assumir nossas imperfeições, devemos nos apaixonar mais pelo objeto desejado do que pelo desejo, e que para ficar forte é preciso criar raízes profundas dentro do nada, aprender a encarar sua mais solitária solidão.

Nietzche assim consegue libertar o médico da paixão proibida e vai se tornando amigo do médico, a relação paciente e médico se encerra quando Breuer convida-o para um passeio até o túmulo de sua mãe, e lá chegando Nietzche então compreende o que significa a paixão oculta do médico por uma paciente. Tanto a mãe quando a mulher pela qual Breuer tinha se apaixonado tinham o mesmo nome, e a mãe do médico falecera quando tinha uma idade aproximada da moça.

Nietzsche tenta desmistificar essa paixão de Breuer, fazendo-o imaginar situações grotescas com a tal amada. Breuer percebeu que este era o caminho de esquecer, então pede a Sigmund para hipnotizá-lo e durante a hipnose ele consegue vivenciar todas as situações adversas, os problemas que enfrentaria caso largasse sua família para viver uma paixão.

O filme basicamente é isso, vem mostrar a psicanálise não foi elaborada somente na época de Freud, este teve mérito sim, além de dar nomes as várias fases da vida, das situações e circunstâncias. É possível observar traços psicanalíticos na filosofia de Nietzsche, muito bem apresentada pelo filme, mesmo não tendo o filósofo essa pretensão, pois ele utilizava recursos hoje chamados psicanalíticos para se suportar, para aguentar seus tormentos.

É um filme bom de se ver, eu indico, desde que a pessoa tenha uma pequena noção de quem foi o filósofo, ou ainda aqueles que leram o livro de mesmo nome do filme.

Ouso dizer que o livro é bem melhor por ser mais completo e complexo, mas o filme é marcante com frases de impacto. Já está disponível em bancas e na internet. Infelizmente não foi aos cinemas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

BBB8 O retorno




Já vim aqui escrevendo sobre o BBB8, mesmo não acompanhando é impossível andar nas ruas sem ouvir nada a respeito. Alguns podem dizer que entrei na febre. Não! Não entrei, mas adoraria conseguir tirar algo bom deste programa.

Impossível, não consigo acabar de ler nada publicado no site oficial do programa. Apenas algumas críticas e manchetes. Impossível não ler as manchetes de bancas de jornal quando paramos no sinal ou passamos apressadamente em frente, além das primeiras páginas de sites de variedades como o Terra, Oi, Globo, Uol, dentre outros.

Mas um fato em chamou a atenção. Não sei se esses papos de ônibus estão me fazendo bem. Mas se esses programas mudassem um pouco o estilo? Sim mudar, ao invés de provas de resistências, os profissionais escolhidos para concorrerem a um prêmio fizessem projetos para serem implantados pela sociedade?

Claro para isso teria que ser abdicado a escolha de modelos, de corpos esculturais dando lugar a advogados, engenheiros, médicos, físicos, sociólogos, cientistas, etc.

Suponhamos: parece-me que para conseguirem comida por uma semana, têm que realizar provas. Que tal a prova ser os participantes conseguirem pessoas da comunidade para doarem quantia em dinheiro, ou material de construção para construírem uma casa sob supervisão do engenheiro? Ou então arrecadarem comida de porta em porta e o que conseguirem fosse revertido para um orfanato ou famílias pobres e a Rede Globo revertesse em outros produtos para os participantes?

Parece-me que nessa edição existe um psiquiatra, que disse que o profissional ficou lá fora? Uaiiiiiiiiii?????????? Por que deixar o profissional lá fora? Não seria um bom momento para retirar da sociedade menos esclarecida e fã do programa a conscientização acerca da saúde mental? Retirar o estigma que todo doente é incapaz, marginal e perigoso?

Os músicos poderiam ir ensinar música nas favelas, as donas de casa poderiam ensinar adolescentes a cozinharem, a bordar, sei lá mais o que. O importante seria tirar o foco fútil do programa substituindo-o pelo social e cultural.

Isso não precisaria retirar paredão, votações, festas, etc. só substituição de tarefas e provas.

Não seria uma boa alternativa para salvar o programa?

Fico por aqui hoje, se vocês derem uma espiada lá, me contem aqui, eu processo e surjo com alguma idéia. Ou crítica, claro!

Hospital da zona norte?



Todos os vereadores de Juiz de Fora apóiam a construção de um hospital na zona norte da cidade!

Querem vender áreas de lazer para angariar dinheiro para a cosntrução do respectivo hospital.

Essa iniciativa de construção de hospital surgiu da própria população pedindo sempre mais saúde. Mas devemos saber que a população nem é tão sábia assim. A maior parte desta população não estudou, ou estudou em escolas públicas, as mesmas escolas sucateadas e manipuladoras de hoje, jogadas ao esquecimento dos políticos.

Como uma pessoa de pouco conhecimento pode pedir algo condizente com a realidade. Realidade científica, realidade política, realidade mundial?

As pessoas querem saúde, mas o que seria saúde para eles? Seria ausência de doença, ou médico disponível a hora que querem?

O que seria melhor? Não ter que procurar médico ou ter este disponível quando quiser?

O fato é que a construção de hospitais vai contra os princípios do SUS, vai de encontro às novas políticas de saúde mundiais, que zelam pela promoção da saúde e não métodos curativos. O investimento tem de ser na atenção primária a que é capaz de realmente promover a saúde, e não no setor terciário.

Se o setor primário estiver funcionando a pleno vapor diminuirá a demanda do terciário e secundário. E isso é inexorável, lógico.

É boçal a idéia de que a população precisa de hospital. É errôneo acreditar que construindo hospital o problema da saúde da cidade melhore. Ledo engano, amanhã precisará de mais e mais hospitais e a população cada vez mais carente e pedinte de hospitais para acabar com as filas.

A população esta equivocada e os políticos apenas querendo roubar votos daqueles menos entendidos.

Adoraria saber até quando os políticos vão ficar enganando o povo? E quando eles vão partir realmente para soluções plausíveis, e não soluções angariadoras de votos, além de conscientizar a população, claro!

Meditação

HOje li um post no blog de uma amiga sobre meditação ( oi Rosângela), ele está linkado aos meus avoritos confiram ( Rosângela Rossi).
Neste post a autora vinha falando de meditação, eñtão fui buscar entendimento maior sobre a mesma:
MEDITAR

Um tema e tanto para 2008, aliás apara a vida, sendo que para alguns a partir de 2008.

Sabe, certa vez eu ouvi uma pessoa a dizer que para entender o real significado das palavras era preciso conhecer a etimologia delas.

Então voltemos à etimologia de meditar.

Meditar vem do latim – meditare, ou seja, voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si.

Mas voltar para dentro de si pra quê? Para se equilibrar, para se organizar, para mudar! Pra melhor é claro!

Analisando a apalvra no seu sentido silábico temos me – di – ta – ção. Vamos quebrar um pouquinho a regra silábica? Vamos brincar com a palavra!

Me – dit – ação.

Vamos mudar a ordem?

Dit- me ação

Ou ainda melhorando a leitura....

Dita-me em ação

O que seria então me ditar em ação? Não poderia ser eu própria me descrever a partir das minahs próprias experiências e vivências? Não poderia ser uma forma de me descrever emc ada situação para psoterior ação?

Seria eu refletir sobre mim mesma, me descrevendo internamentoe para posterior ação?

Então podemos dizer que a partir do momento que refletimos sobre nosso interior e colocamos essa reflexão em ação no plano externo ( aplicabilidade dos resultados dessa reflexão), poderíamso então dizer que estaríamos “fechando” mais um ciclo de meditação!

Ou seja, meditação é o ciclo do interno par ao externo tendo como base nós mesmos. É fundamental para a vida, para a alma, para a sociedade. Não é um ato isolado e único, é contínuo, a final “não passamos pelo mesmo rio duas vezes”.

Pense, reflita, aja!

2008 ano de eleições


Teremos eleições municipais este ano. A corrida pela candidatura já começa a se delinear em alguns pontos da cidade. Alguns pré-candidatos já estão a procura de apoios eleitorais e de campanha.

Há uns anos atrás “mexi” com política, ou melhor, em casa de marimbondo. Mas sai dessa ilesa, se é assim se pode classificar dor de cabeça, insultos ouvidos, incômodos a qualquer hora do dia em casa.

Até hoje me procuram, não sei porque se tocaram que eu fazia diferença ( modesta não?), ou se querem saber pra que lados eu ando. Pois bem eu digo! Ando pelo lado da filosofia como sempre andei, não importando se estou na temática política ou não. O fato é que estou filosoficamente atuando.

Esta semana fui constatada por um possível candidato. Ele queria ajuda na estruturação de campanha. Na conversa disse que eu tinha sim um material, mas antes precisava saber dele quais os seus objetivos para a eleições, o que ele queria, qual seria o “carro chefe” da eleição, ou seja, o que ele defenderia.

Confesso que após a resposta preferia ter dado a ele o material e ficado livre. O mesmo disse que queria defender a saúde. Disse que iria incentivar a construção do hospital da zona norte, aumentar o número de leitos – inclusive CTI, fornecer mais medicações, etc.

Fiz cara de paisagem, me detive a dizer infelizmente não poderia ajudar. Ora não se aprende política em poucos meses, se ele tem a visão de saúde ainda do prisma curativo, então é melhor eu nem me meter com este pré-candidato. Não iríamos acabar o ano como amigos certamente.

As épocas mudam, as políticas se modificam, mas os discursos políticos, as formas de apresentação de programa político continuam as mesmas, antigas, ultrapassadas, demonstrando uma cópia de eleições e programas passados, demonstram a falta de capacitação política dos envolvidos no processo. Demonstram que não se esforçam para mudar o panorama político-eleitoral.

Falam de mudanças, de inovações, de melhorias para a sociedade, e esquecem da sua própria política. Pode parecer neologismo, redundante, mas esquecem de começar pelo começo, por si mesmos.

Está aí a minha dica para as eleições 2008.

BBB8


Estou assustada! Começou o BBB8, e nas ruas já se comenta sobre tudo que aconteceu no primeiro dia, o aperto de um participante em ir ao banheiro ( seria carreirinha de nervoso?), do cabelo intocável da outra, de uma outra tentando ser engraçada, do atirador de elite, do sem noção.

Não! Não vi o primeiro, não verei o segundo e nem o final. O que escreverei sobre BBB* daqui pra frente será de manchete de jornal, e-mail que receberei certamente e de conversas que escutarei no ônibus, fila de banco, balcão da padaria durante o cafezinho. Enfim de todos os momentos que eu terei livre, porém nessa selva de leões, enquanto os confinados não poderão desfrutar, quer sejam bons ou não.

O fato é que o trem mal começou a andar e já vira febre. Já se comenta de tudo. E o pior mal começou e já tem comunidade no orkut, com 561.121 participantes (as 19h do dia 09 de janeiro), na maior delas. Segundo uma passageira do ônibus que peguei hoje pela manhã, dizia que a comunidade de uma das participantes (“aquela que não pulou na piscina para não estragar o cabelo...”) já conta com mais de vinte mil participantes (não me perguntem o nome, a passageira não sabia).

Esta edição segundo população trouxe uma inovação: não querem chama Pedro Bial de apenas Bial, mas Pedro!!! Outra inovação é sobre o comentário do diretor do programa, que relatou que nesta edição há um gay e uma “cachorra mentirosa”. Se é que falta de respeito pode ser considerado inovação.

Já surgem torcidas organizadas, e debates para saber quem é ou não gay. Já estou aguardando semana que vem o bolão da sorte do ônibus sobre o assunto.

Essa é a nova febre, o artifício para fazer muitos esquecerem da crise na educação, aumento das mensalidades escolares, CPMF, IOF, e demais impostos.

É fácil conduzir a massa para o esquecimento de assuntos importantes, estaremos ai com três meses de anestesia cerebral. Vão sobrar debates sobre sexualidade, investigação para saber sobre os participantes, saber quem vai pra debaixo do edredom primeiro, e vai faltar uma consciência política, social.

Vai faltar o pensar necessário para a humanidade.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Filosofia ou alternativa facilitadora?

Neste último final de semana, fui prestar vestibular para filosofia, eu poderia ter solicitado vaga com meu diploma já de uma graduação, mas preferi não arriscar não ter vaga, então fiz o vestibular.

Nos quatro dias de prova pude conversar com várias pessoas que estavam concorrendo uma vaga ao mesmo curso que eu. E eu tive a curiosidade para perguntar sobre a escolha delas para filosofia.

A primeira pessoa que perguntei a escolha foi a questão de candidato/vaga, pouca concorrência, ela entraria fácil e depois passaria pra direito, uma outra para entender melhor o marido que é filósofo também. Uma menina estava ainda no segundo ano do ensino médio e estava fazendo por experiência.

Ainda encontrei aqueles que precisavam de um curso superior em tempo recorde para atender a exigências do trabalho, outros porque foi muito reprovado e fazendo novo vestibular melhora seu Índice de rendimento de acadêmica (IRA) e por ai vai.

Somente eu e mais uma ia fazer porque gostava de filosofia. É desalentador. Fico pensando a motivação de um professor entrar em sala de aula, com alunos que não gostam de filosofia estão ali por outros motivos que não a filosofia.

A filosofia está ao descaso de muitos, desmerecida. Fico a pensar se não seria hora das universidades começarem a rever esta questão. Não seria mais condizente coma realidade da filosofia, assim como já acontece nas artes e arquitetura a questão de prova de habilidade específica?

Ora filosofia agora é obrigatória no ensino médio então pode ser cobrada nos vestibulares da mesma, como habilidade específica. Sei que isso não impediria de pessoas tentarem o vestibular pensando em outros cursos, mas já desanimaria uma boa parte que pensam que o que menos importa é a filosofia e sim tríade candidato/vaga/ponto de corte.

Sei que nas salas de aula não vão faltar bons alunos, ou então pessoas interessadas fidedignamente na filosofia.

Se muitos soubessem o valor, a importância da filosofia, certamente não teríamos três candidatos por vaga, mas a filosofia em todas as carreiras, e a relação candidato/vaga da medicina trocada pela filosofia.


. Já estou me imaginando (pretensiosa eu, né?) no meio de anta gente que nem sabe pra que lado foi o vestibular e que acreditam que a filosofia pouco importa.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Eis o motivo do meu sumiço

Que o vestibular não testa conhecimento de ninguém, isso não se precisam mais dizer, que a educação no Brasil não está boa nem se fala. Mas eu adoro estudar e sempre que posso estudo mais e mais. Antes como escopo, agora saciando vontades e necessidades reais minhas.

Meu ano começou com visão para o estudo, tentei o vestibular. Não fiz primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pois para filosofia, curso que concorri, só houve segunda fase devido à pouca concorrência ( 2,7 estudantes por vaga).

Para quem passou o ano decorando, o vestibular foi até fácil. Exigiu-se pouco raciocínio, muita “decoreba” ( ao contrário do que alguns jovens saíram falando). Fazer conta, dar respostas diretas compostas de uma só palavra não é estudo pra mim. Afirmo categoricamente que a segunda fase do vestibular da UFJF testou quem melhor decorou matérias. Mas vamos dissecar essa primeira fase.

Inicialmente comemorei há anos atrás as provas da segunda fase não serem específicas por área, mas seria cobrado todo o conteúdo, de todas as matérias de forma dissertativa. Mas por outro fiquei receosa pelo fato de terem extinguido a redação.

Bem meu medo foi confirmado neste vestibular, as perguntas não exigiam muito desenvolvimento, grande parte pedia pra citar, a justificativa era breve e o espaço pequeno demais para isso.

Ok! Muito vão dizer, mas algumas respostas não exigem que o estudante enrole, são respostas diretas. Concordo, o aluno deve ser sucinto, mas com a retirada da redação deveriam exigir questões que faça o aluno escrever, testar coesão e coerência do mesmo, bla bla bla. Mas vamos passar prova por prova para isso ficar mais claro.

Literatura e Português: particularmente essa foi a prova mais bem elaborada, embora tenha tido questões que eu questiono a importância das mesmas. Os textos apresentados eram atuais, com temática importante - ling6uística. Apesar do pouco espaço pra responder, o grau de dificuldade da prova estava justamente em não reproduzir fragmentos do texto, já que as respostas estavam obvias no próprio texto.

A antepenúltima questão e a penúltima marcaram exemplificam a falta de coerência do discurso da comissão do vestibular e da prática deles. Essas questões simplesmente verificaram quem leu ou não a literatura sugerida. Ambas davam um fragmento de texto de dois livros distintos e perguntavam a que parte do livro pertenciam aqueles fragmentos. Sinceramente até agora não consegui descobrir o que isso tem de importante para o ensino. A leitura poderia ser cobrada de outra forma, agora decorar ordem de texto, etc é absurdo! É boçal demais , parece guerrinha: vou sacanear quem não leu, vou descobrir agora se eles obedecem o programa etc.

Também destaco a elaboração da prova de biologia: a UFJF finalmente deixou de lado o velho costume de apresentar um desenho de alguma estrutura e pedir nome dos itens selecionados. As questões exigiam algum raciocínio uma vez que saíram de exemplos antigos dos livros e trouxeram muitas questões para atualidade. Ou seja, uma prova abrangente, fácil, e atual. O problema da prova fica por conta do pouco espaço para responder, ora falar de canais de cálcio, sua função e conseqüências do seu bloqueio em 4 linhas é meio complicado.

Chegamos então na prova de física, a mais temida por muitos estudantes, e a que teve maior índice de zero na primeira fase, estava relativamente fácil, mas pra quem decorou fórmulas. Adoraria também saber como se testa coesão e coerência de estudantes, que não farão prova de redação, cobrando numa prova somente cálculo, sem ter, pelo menos, um pedido de justificativa de resposta. Reconheço a importância da física no nosso dia-a-dia, mas não vejo a importância de se cobrar cálculo, ou será que alguém faz arroz, pensando na massa do mesmo? Ou anda de carro preocupado com a velocidade x tempo x espaço?

O que pode ter sido comemorações pra uns, pra outros foi decepcionante, como pra mim. Não fui mal à prova, mas esperei muito mais desta prova, temos tantos temas atuais, para eles ficarem presos a cálculos.

Matemática: essa prova exigiu um raciocínio lógico, também havia muitos cálculos, mas uma prova fácil, porém com pouco abrangência de conteúdo.

História: outra prova que criei expectativas demais. Schopenhauer teria me passado sermão se soubesse disso. uma prova boçal, do pondo de vista de como foi cobrada, mas com seus pontos positivos também. Destaco dois fatores muito interessantes desta prova. O primeiro foi a defesa quase que imperceptível a favor do petismo. Foi hilário fazer essa prova eu ria. E o outro fator diz respeito a disposição das questões que respeitava uma ordem cronológica de fatos, começando pela antiguidade e culminando no apartheid.

Porém mais uma vez se dissipou a possibilidade da escrita, algumas questões só exigia uma palavra como resposta. E ainda teve gente dizendo que a prova não exigiu decoreba, ora se decorar uma palavra pra responder não é decorar, o problema da educação vai muito mais além, as pessoa senão estão sabendo nem o que é decorar.

Deram um texto e pediram pra destacar do mesmo os dois lemas da revolução francesa e uma outra questão apresentava um contexto político citava Nelson Mandela e perguntava qual a política que se referiam. Isso não é decorar?

Mas as questões rondando uma pequena crítica ao colonialismo, capitalismo, defesa de negros etc. Marcaram a defesa dos pressupostos petistas. Achei que só ficou faltando temas sobre Chavez, Morales e Fidel para ser mais escancarado a defesa socialismo, e do partido dos trabalhadores brasileiros.

A química foi outra matéria ilusória, cobrou cálculo demais. O que salvou foi alguns pedidos de justificativa, a atualidade da prova foi marcada pela exemplificação dos enunciados das questões, mas uma prova cansativa de se fazer. E com pouca possibilidade de dissertar.

Geografia não estava muito distante da história. Fez uma crítica ao capitalismo, mascarada com uma questão de economia referente aos oligopólios. Questões muito objetivas como na história exigindo apenas uma palavra pra responder. Ainda foi marcada por uma questão do ensino fundamental, para demarcar onde estavam algumas capitais brasileiras. Li e reli a questão para saber se é aquilo mesmo que estava sendo pedido. Essa questão foi precedida por uma outra que pedia nome dos climas representado por gráficos que tinham como título nomes de estados brasileiros. Ou seja, se você não entendesse nada de gráfico, faria a questão pelos nomes dos estados. Se e fizesse essa questão juntaria as duas numa só e pediria a estudantes para descrever o clima da capital X. Isso testaria o mesmo a saber onde fica a capital, e características do clima.

Mas não fui da banca...

Bem basicamente foi isso. Conversando ontem com algumas pessoas elas acreditam que a facilidade das provas é devido às notas baixas e número de zeros dos últimos anos. Eu não penso assim. A UFJF está implantando o REUNI, todos sabem o que isso implica, precisa de pessoas que queiram ingressar, quem tem possibilidade de não participar do REUNI vai evadir das federais, de não baixar o nível do vestibular as pessoas do ensino público não conseguirão entrar na universidade, as que têm condições não vão querer e consequentemente há um medo de vagas sobrarem.

Umas pessoas adoraram esse grau de dificuldade baixo, eu particularmente não gosto. As notas disparam, e a concorrência aumenta, por outro lado isso atesta que o ensino médio e fundamental está ruim a ponto das Universidades fazerem provas ridículas que ainda cobram lemas da Revolução francesa, decorar fórmulas, saber onde fica capital brasileira e ainda testar se o aluno lê ou não de forma ridicularizada.

A prova do vestibular da UFJF mostrou claramente o proselitismo da banca contra a política Duque e defesa da política federal. Uma briguinha partidária ilógica, conformada pela ajuda do reitor ao prefeito da cidade.

Até o momento que a educação servir de manipulação política, essa ridicularização do nosso ensino vai sempre acontecer. É desanimador.