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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Falseamento brunístico




Hoje a população juiz-forana  foi (des)presenteada com um artigo do prefeito em exercício no jornal Tribuna de Minas. Poderia resumir meu texto em uma única palavra. Mas não consigo o fazer.

Em um primeiro momento gostaria de dizer, diretamente, ao prefeito que um bom político não precisa mandar recado, não precisa se defender, não precisa se auto promover. Um bom político faz pela população e  pronto, as ações falam por si, o defendem  e faz qualquer marketing pessoal necessário.

Porém devo alertá-lo de um velho ditado popular: a primeira impressão é a que fica, e os cem dias de gestão não foram tão bons quanto quem não queria esperar votando em você acha, assim  dizer que com o apoio da população conseguirá melhorias, é estar enganando a si mesmo. Como dizia Renato Russo: “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”. A população não te apóia mais, apenas os puxa sacos, os cabideiros de plantão, e para mudar isso precisará fazer muito mais além das suas falsas promessas.

Falando em promessas o prefeito cita que para realizar os projetos não cabem discursos vazios e nem promessas falsas, mas para se candidatar valeu, né? Talvez você sofra de amnésia pós  eleitoral, mas  por sorte  estamos numa era  de grande desenvolvimento tecnológico e na Internet nada se perde, tudo se salva.

Assim, posto aqui o vídeo do seu último debate no segundo turno, no qual vc  dizia que tinha o compromisso com a população juiz-forana. Que compromisso é esse que demitiu funcionários da saúde e sequer se preocupou se eles tinham  como colocar comida no prato de seus filhos? Será que  somente indicados por sindicatos,  consórcios, e diretores de coveiros são tidos como cidadãos juiz-foranos. Ou quem sabe a imprensa em detrimento dos professores municipais?

Ora dizer que é sério e verdadeiro quando fez um projeto, mesmo que traga alguma relevância para o Estado de Minas Gerais, foi feito para atender a o pedido de um amigo, como você me disse em seu gabinete, enquanto deputado, dia 10 de maio de 2012? Esperar o que quando diz que escolheria políticos com viés técnico e técnico com viés político para compor sua equipe? Bem até onde eu saiba casas não se fazem com amálgamas, ou o prefeito, como engenheiro descobriu e defendeu em sua teses de mestrado e doutorado o uso de amálgamas em construções?

Quando li no inicio do artigo palavras como seriedade, austeridade e liderança, me pareceu aquela velha manobra que conhecemos no país de tentar suavizar as coisas, palavras. A mim essas três palavras poderia ser  substituída por uma só: autoritarismo, que no caso da administração pública da cidade se encaixaria muito melhor.

E essa palavra também sintetiza a real mudança ocorrida na rotina administrativa da cidade  depois da sua posse. Porque de resto as mudanças não foram positivas até o presente momento, ao contrário, muitos acham que retrocedemos, e o outro tanto que continuamos na mesmice.

Acho complicado e jocoso dizer de expansão da participação popular com o poder  (isso mesmo PODER, ele usou essa palavra) público quando os conselhos estão cheios dos apadrinhados de plantão...

Não queria nem falar dos projetos que estão sendo implementados, os quais o prefeito está tomando como seus. Eu enquanto escritora, alguém que cria, produz algo novo acredito ser isto plágio. Só está  iniciando o que teve de ser parado por n motivos administrativos  (erros ou impedimentos jurídicos) da gestão passada. Nada novo, nada criado.

Eu enquanto eleitora, preferiria mil vezes ter remédios na prateleira de um posto de saúde,  cilindros de oxigênio na casa dos pacientes que precisam, do que viajar ver o prefeito viajar para Brasília para buscar recursos que já existem, basta fazer busca simples na internet.

Talvez de novo mesmo somente o projeto “olho vivo”, que implantará 54  câmeras no combate ao crime em regiões quase nobres da cidade, pois nobre mesmo está se tornando a porta das casas de  pessoas que estão morrendo na periferia, tem se tornado lugar sagrado para familiares chorarem a dor da perda, por pior que a pessoa fosse.

Enquanto a gestão instala 54 câmeras de segurança, a população já tem mais de 600 mil olhos vivos voltados exclusivamente para suas ações, suas prioridades. E o pior castigo é a mesma cadeia que  outros prefeitos já estiveram e estão: A CONSCIÊNCIA. Quanto aos resultados, esperemos até 2016.


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Um comentário:

Macelo Ribeiro disse...

Espetacular...temos que compartilhar isto todos os dias e que outros artigos como este sejam feitos sempre para que este "Prefeitinho" ORDINÁRIO se toque a caia na realidade!!!