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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Da magia ao suplício de adaptar-se




Heráclito de Éfeso, filósofo grego afirmava que tudo está em devir, ou seja, em constante mudança, tudo muda o tempo todo, e com isto temos que nos adaptar às novas circunstâncias.

Na vida se não mudarmos como tudo, não nos adaptarmos corremos o risco de ficarmos estáticos, presos ao passado. Assim, criando em nós sentimentos de desesperança, de  tédio e até mesmo sintomas depressivos.

Nesse ponto pode surgir também a inveja, outro sentimento destrutivo e que pode significar, apontarmos a nossa condição de comodismo, de inércia e letargia. Inveja-se o que o outro conquistou, criamos em nós um movimento retrógrado  e/ou estático. Ficamos na inveja e não vamos buscar a nossa adaptação.

A não adaptação, o não devir pessoal pode manifestar nas pessoas o medo. O comodismo, as vezes nos traz uma falsa tranqüilidade, que na verdade é o medo de  mudar e não dar certo, de demorar a se adaptar às circunstâncias. Muito comum na mudança de emprego e, principalmente, nos relacionamentos interpessoais.

Pessoas ficam com medo de se dedicarem a outras,  pois isso é uma mudança, e não se saber se é para melhor,  se serão correspondidos e compreendidos, presos às histórias do passado, as adaptações do passado.

Achei fantástico um fato que presenciei essa semana, quando ouvi meu pai pedindo ao meu sobrinho para procurar algo para ele na internet. Meu sobrinho mora a 400 km da gente, eu oro com meu pai e diariamente estou on line. Mesmo assim meu pai preferiu pedir a ele. Isso não significou que tenho má vontade para o ajudar, mas foi a condição que ele encontrou para lidar com o neto agora nessa nova fase que o neto está (adolescência).

Quando pensamos que avô e neto iriam se afastar um pouco, criaram um novo diálogo,  um novo vinculo. E isso é bastante interessante nas relações interpessoais, não esgotar tudo o que o outro tem, para poder se recriar, criar alternativas de enfrentamento nas  mudanças.

Adaptar-se é preciso, o tempo todo, e não podemos fazer disto um suplício, pois se assim for só criamos  condições destrutivas para nós mesmos.

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