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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SEGUNDO TURNO DEFINIDO EM JUIZ DE FORA


Eleitores de Juiz de Fora voltarão às urnas em 28 de outubro para definir quem irá administrar a cidade nos próximos quatro anos. Até lá teremos vinte dias de longa caminhada, e pouco tempo de avaliação. Não se poderá esperar para avaliar para depois colocar o bloco nas ruas, afinal o bloco já está nas ruas.

No entanto é preciso lembrar que a dinâmica do segundo turno é diferente da dinâmica do primeiro turno. Os candidatos que permanecem em campanha, agora ganham maior evidência e todas as atenções se voltam apenas para eles.  As pessoas envolvidas nas campanhas de  candidatos ao legislativo, ficam mais livres, e aquelas  que votarão em candidatos que não foram para o segundo turno começam a estudar as propostas, candidatos.

O segundo turno então deve ser mais cuidadoso, a dicotomia favorece que pequenos detalhes sejam percebidos mais facilmente, boatos e  informações equivocadas sejam propagadas de forma mais rápida,e a opinião pública tome decisões precipitadas.

É possível reverter qualquer situação, mas para isso é preciso preparo, organização e muito empenho. Para isto, ambos os candidatos que foram para o segundo turno em Juiz de Fora terão de rever  e reestruturar os caminhos e estratégias para reafirmar votos conquistados no primeiro turno e conquistar daqueles cujos candidatos  saíram da disputa.

Tendo em vista  o desenrolar do primeiro turno acredito que o maior desafio para Bruno e Margarida, em Juiz de Fora, será conter os ânimos exaltados, o desgaste eleitoral e fazer uma campanha limpa: limpa nas ruas, na Internet, na consciência, na ética, etc.

Bruno a meu ver terá mais dificuldades quanto a isto, uma vez que a militância dele é bem menos expressiva (e aqui não falo só de números),e a equipe de campanha  parte de um conhecimento pré existente, teorias prontas e não consegue  criar uma harmonia entre campanha, candidato e as circunstâncias que aparecem.

O candidato em questão  ficou em primeiro lugar, com pouca diferença de votos para o segundo lugar, não por apenas mérito dele (e não da campanha em si), mas também pelo desempenho dos demais, que estiveram envolvidos em polêmicas, em situações duvidosas, sem que a equipe dos mesmos conseguissem  justificar de forma a desmistificar equívocos, boatos, mentiras, etc.

Do outro lado temos Margarida que já comunicou que está na Câmara dos Deputados, pois devido aos resultados das eleições municipais em Uberlândia, e ela é suplente do candidato que ganhou na respectiva cidade, mas falou que  foca em Juiz de Fora. Isso poderá ser explorado como competência e experiência, consequentemente associado como capacidade.  Assim como seu adversário, possui uma equipe que comete alguns equívocos, e ainda soma  os ânimos inflamados da militância movida a paixões, algo complicado de se controlar Mas possui uma vantagem, seus apoiadores  que podem  influenciar opiniões (médicos, advogados, jornalistas principalmente) fazem bom uso dos instrumentos de comunicação para passar confiança á candidata,  e dar veracidade aos fatos.

Enfim, podemos concluir que o resultado do primeiro turno mostra que Juiz de Fora  quis renovar nomes, então o discurso sobre mudança e quem realmente representa novidade não cabe mais, até mesmo pelo equilíbrio entre os dois em relação a votos, é perceptível isto. Então discutir  sobre mudança e novo é banalizar o pleito. O grande desafio será  criar alternativas de provocar um “desequilíbrio” entre os candidatos,  desequilíbrio este  que não deve ser entendido como  apoio de outras coligações apenas.

3 comentários:

Marcos Louzada disse...

Liliam, ressalto que Juiz de Fora deu uma clara demostração que não aprova o projeto neo-liberal tucano.
Tanto Bruno como Margarida, são parte do mesmo projeto nacional, representado pela coligação PT-PMDB.
Isso terá impacto na proxima eleição presidencial, na qual Aécio deve vir candidato. No governo estadual e camara idem.
Este resultado tem um grande significado político. Na minha visão, a coligação DEM-PSDB saiu enfraquecida.

Lilian disse...

Sem dúvida, mas aqui não tratei desse prisma, pois deixarei para um próximo post, já com a definição do que o PSDB se comportará no segundo turno. preferi dar enfase so na significação do segundo turno frente ao comprotamento dos aprtidos e campanha deles em si.

umpoucodetudo disse...

A margarida tem que contar muito com a equipe dela mesmo, pq mesmo sendo tendo mestrado, doutorado e bla bla bla...fala muito mal, nao passa credibilidade NENHUMA, fica gaguejando o tempo inteiro. SEM CHANCE! Esta fazendo a campanha nas custa da "fama" do PT Lula e DIlma