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domingo, 12 de junho de 2011

PETER LIMA



Ontem eu conheci um poeta, escritor e filósofo em Paraty. A abordagem não poderia ser mais inusitada. Após eu decidir comer a sobremesa ( um sorvete de chocolate com pistache) antes mesmo da janta, sentei-me em uma das mesas pelas ruas da cidade histórica.,

Um homem vinha ao longe com uma bolsa toda decorada, papéis na mão, e se apresentou como se fizesse uma reverência a reis e rainhas. Não exagero, mas é ótimo em meio à multidão sermos notados, nos sentimos reis e rainhas. E isso aqui em Paraty é comum!

Após uma breve apresentação ele me mostrou o seu trabalho, pedaços de papel xerocados, cortados e grampeados de forma artesanal e vendidos sem preço fixo, de forma livre. Ou seja, “contribua com o que você quiser”.

Tivemos uma breve conversa, mas o tempo suficiente para saber um pouco da sua história, depois relida em um dos contos. Certamente não se trata de uma história de superação, mas de auto-reconhecimento, de busca e espiritualidade.

Quase uma cena filosófica, se não fosse viver filosofia ali, com um poeta, um sorvete e tendo como cenário uma cidade mágica, paradoxal, ou como o próprio Peter definiu: cosmopolita.

Isso é arte! Arte de poesia, a arte de escrever, a arte de fazer da vida uma filosofia! A arte de viver.

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