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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Momentos



Existem momentos que , por mais que procuremos, não encontramos palavras acertadas, não as encontramos.
Nesses momentos há internamentos um conflito entre a razão e a emoção. A emoção se entregando e a razão te alertando.
No entanto existem momentos em que temos que tomar algumas atitudes, assumir posturas. O medo é grande, mas tem de ser enfrentado.
É engraçado como para algumas pessoas esses momentos são fáceis de enfrentar. Quanto para outras esses momentos se tornam uma tormenta, não pelo fato em si, mas por resgatar dentro delas toda a fragilidade do ser, e principalmente suas vulnerabilidades e incapacidades.
Quando o enfrentamento é doloroso, parece que estamos colocando os braços pra frente procurando um apoio e este está cada vez mais distante. É um momento em que buscamos não somente uma pessoa, ou uma certeza, mas uma luz, um ato que seja para nos confortar.
Um sinal, é tudo que basta. Mas é tão difícil, vivemos num mundo de ralações, e muito desses sinais não dependem de nós mesmos, mas do outro.

Oi amor que bom que te encontrei!

Esperei-te por tanto tempo, que agora que você está aqui eu nem sei ao certo o que fazer.
Sinto-me uma adolescente, cantarolando pelas ruas, com sorriso bobo no rosto lembrando de ti, escrevendo poesias e até desenhando corações.
Fico até com medo de tanta coisa boa que tem me acontecido junto a ti. Com você me sinto protegida, amada, e com atenção necessária que nunca antes eu tivera.
Eu não sei lidar com esse sentimento que está aqui dentro de mim. Fico feliz ao te ver, mas me dá um frio na barriga quando você se esquece de ficar juntinho a mim a sós.
Fico lisonjeada em fazer parte da sua vida, mas sinto falta de construirmos o nosso mundo,, os nossos momentos.
Por que vou dizer que estou apaixonada se o que tenho aqui dentro de mim é amor? Amor pra te dar, amor pra compartilhar?
Cedo? Quantas pessoas perderam seus amores sem poder dizer-lhes um eu te amo, eu tenho amor por você?
Cedo demais não pode fazer parte de um vocabulário, quando se quer viver o amor aqui e agora como eu quero com você

Que tristeza que nada


As pernas não param de tremer, balançar. As unhas já estão todas ruídas. O ar parece faltar no peito. Os olhos ficam rasos d’água. Uma mistura de sinais que simbolizam um estado: estado emocional, estado da alma.
As palavras parecem querer soltar à boca, mas a mente trabalha para não. A concentração não fica mais a mesma e parece sair fumaça da cabeça pelas orelhas.
O pensamento não se encontra, quiçá segue algum rumo, nem ativo tão pouco retroativo. Confusão geral.
Engana-se quem pensa que uma pessoa neste estado está apenas triste, mas sim ansiosa, duvidosa,. Está na interrogação.
E agora? O que fazer? Não é decidir entre deixar as coisas acontecerem ou fazer com que elas aconteçam.
Mas a dúvida do que fazer com as coisas que estão acontecendo, com os fatos que se apresentam diante de si.
Como processar as informações que chegam até você?
Outras vezes as informações chegam tão rápido que você processa-as e não pode fazer nada, pois ainda é muito cedo pra isso...

O que é um amigo?

Hoje tenho mais pra agradecer do que pra pedir. Eu conheci o a importância de se ter um amigo. Não um amigo qualquer, mas aquele que se faz de amigo quando você perde o rumo da situação.
Hoje eu pude reconhecer o real valor de uma pessoa de caráter. O caráter que não está embasado em status, mas em respeito ao próximo. Uma pessoa capaz de detectar em meio à diversão um olhar de pedido de ajuda.
Eu encontrei essa pessoa, quando não tinha mais calmante pra tomar, quando não tinha mais o que pensar, recursos pra recorrer, ela simplesmente apareceu e falou, estou aqui.
Não consolou simplesmente, se fez presente, buscando junto comigo não respostas, mas novos questionamentos que me pudessem colocar nos trilhos novamente.
Essa condição foi muito boa, possibilitou eu não colocar toda uma situação a perder, por falta de controle emocional, ou falta de questionar.
Talvez se num passado existisse uma pessoa assim, muito dos atos cometidos, que hoje se traduzem em limitações, não teriam ocorrido.