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quarta-feira, 22 de junho de 2011

A FRAQUEZA HUMANA

Quando estamos com deficiência de vitamina no corpo ficamos fracos, debilitados. Precisamos tomar complexos vitamínicos, rever nossa alimentação para reequilibrar o organismo. O mesmo acontece em casos de desnutrição, ou qualquer outra patologia que nos deixa fracos: precisamos recorrer a algo externo (medicações, chás, etc.) para mantermos o bom funcionamento do corpo humano.

No entanto, por vezes, sentimo-nos fracos diante da vida, não se trata mais de fraqueza do corpo, mas a fraqueza humana, da alma. E nesta também é importante intervir para que não haja deficiências.

Quando a fraqueza humana não é ampla, ou digamos profunda, mudanças simples de hábitos podem resolver. Meditação, prática de esportes, uma nova atividade profissional, um estudo, leituras agradáveis, etc.

No entanto, quando a fraqueza chega a um extremo, já não é mais possível buscar resoluções simplistas. Não existe mais “criar ou encontrar forças em si mesmo” para se reerguer ou recriar. É preciso a ajuda de um fator externo que pode ser personificado ou energizado.

Personificado é quando a ajuda provem de outra pessoa, que a ampara, orienta, escuta, segura na mão, caminha junto. Ou de forma energizada, que seria a ajuda espiritual, quer seja pelo próprio movimento do universo ou através da religião.

Assim é importante ressaltar que na fraqueza humana extrema não é possível a pessoa por si só ter forças para sair deste estado. Quando se estabelece o caos é impossível sair dele por si só. É como uma ferida: quando só um arranhão o organismo cria anticorpos que cicatrizam, mas se acontecer uma necrose é preciso intervenção de medicação e profissionais.

Na fraqueza humana é assim, só que nem sempre é preciso (ou pelo menos se utiliza) profissionais, as vezes a religião, a orientação ao auto controle é que servirá de alicerce para a recuperação humana, ou da alma.

Dessa forma, atente não só para as próprias fraquezas humanas, mas atente para as pessoas à sua volta, pode ser que alguém esteja precisando da sua energia, da sua ajuda para se salvar da própria fraqueza humana. E cuidado, nem sempre aquela pessoa forte, e que ajuda a todos tem condições para perceber ou ajudar no quesito FRAQUEZA HUMANA. Muitas vezes a força, e a segurança pode representar fuga, somente é possível saber pelos atos.

sábado, 18 de junho de 2011

Pintura em spray

Hoje apresentarei a vocês mais um trabalho artístico de Paraty. Trata-se do artista plástico Alan (se eu troquei o nome me perdoe).

Ele pinta pelas ruas de Paraty, para ser precisa, na rua cultural, onde todo tipo de cultura acontece a noite. A rua do comércio é uma espécie de palco artistico.

E numa das noites eis que eu fiquei por longos minutos sentada pelas pedras da cidade apreciando o trabalho que vocês podem ver ai na foto.

Alan utiliza apenas tela de papelão, folhas de papel e spray ( utilizados em pixação). Não utiliza pincel, ou qualquer outro objeto que não seja os anteriormente citados. eis ai o local de trabalho dele. E a arte... que acabei ganhando de um amigo que fiz em Paraty (Salut Henri).

domingo, 12 de junho de 2011

Você brilha?

VOCÊ BRILHA? para saber tire um autoretrato seu, ou por web ou por maquina digital mesmo... se na foto você sair como um clarão é porque você brilha, se a imagem for igual a que você vê no espelho é porque você não brilha, é igual a todo mundo, pode ter apenas umas habilidades a mais que outras pessoas, o que não lhe faz ser nenhuma estrela... então pés no chão.

Filigranar

Esse anel ai da foto ao lado é feito através da arte de filigrana. A arte de entrelaçar fios de metais sem o uso de solda. Surgido na China e extremo oriente em meados do século VIII, ganhou notoriedade na Espanha e Portugal posteriormente, e sendo trazida para a América por colonizadores.

A técnica é intrinsecamente manual, e artesanal. Embora atualmente já usem maçarico para fixar as peças, o que não remonta a verdadeira técnica.

O artesão que fez essa peça (exclusivamente para mim) conhecido em Paraty como “Canela” e seu atelier é sob à luz da lua e estrelas. Enquanto não manipula as peças – geralmente feitas na hora para a pessoa que ele aborda aleatoriamente (talvez nem tão aleatoriamente considerando a complexidade da nossa mente com todas as suas intuições).

Senta-se nas portas das casas históricas, toca sua flauta ( feita artesanalmente de madeira) á sua frente fica um pedaço de pano com seu instrumental de trabalho.

Como bom e sábio artista enquanto produz peças fala sobre a arte, sobre a vida, sobre o cosmos... FASCINANTE!!!

Ele não coloca preço em suas peças, deixa livre para que a pessoa escolhida, contribuir com o que queira... ou não contribuir, o que é difícil acontecer, diante de tamanha beleza das peças.

Canela não utiliza ouro ou prata, devido ao custo e ao tratamento que os mesmos tendem ter. Utiliza então o cobre, que além de dar um efeito diferente das bijuterias que conhecemos, também tem algumas propriedades terapêuticas e místicas.

Um toque especial no contato com o artista, é a despedida, na qual Canela faz questão de cumprimentar não apertando as mãos, mas saudando com um “bater de mãos”, segundo ele ao bater as mãos, faz-se a energia das pessoas e do universo vibrarem, o que é mais importante do que transferir energias (as vezes desequilibradas) um para o outro.

No meu anel ele modelou um trevo de 4 folhas para dar sorte, e um espiral, pois a vida é um espiral, que simboliza a energia feminina e a dinamicidade da vida, com seus altos e baixo, mas sempre seguindo seu curso.





SANDRO CANELA
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PETER LIMA



Ontem eu conheci um poeta, escritor e filósofo em Paraty. A abordagem não poderia ser mais inusitada. Após eu decidir comer a sobremesa ( um sorvete de chocolate com pistache) antes mesmo da janta, sentei-me em uma das mesas pelas ruas da cidade histórica.,

Um homem vinha ao longe com uma bolsa toda decorada, papéis na mão, e se apresentou como se fizesse uma reverência a reis e rainhas. Não exagero, mas é ótimo em meio à multidão sermos notados, nos sentimos reis e rainhas. E isso aqui em Paraty é comum!

Após uma breve apresentação ele me mostrou o seu trabalho, pedaços de papel xerocados, cortados e grampeados de forma artesanal e vendidos sem preço fixo, de forma livre. Ou seja, “contribua com o que você quiser”.

Tivemos uma breve conversa, mas o tempo suficiente para saber um pouco da sua história, depois relida em um dos contos. Certamente não se trata de uma história de superação, mas de auto-reconhecimento, de busca e espiritualidade.

Quase uma cena filosófica, se não fosse viver filosofia ali, com um poeta, um sorvete e tendo como cenário uma cidade mágica, paradoxal, ou como o próprio Peter definiu: cosmopolita.

Isso é arte! Arte de poesia, a arte de escrever, a arte de fazer da vida uma filosofia! A arte de viver.