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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sobre blogs



Voltando aqui para falar mais um pouquinho sobre blogs, sim para construção e manutenção de blogs, enfim o mundo blog... Neste post posso até repetir algumas coisas que já disse, mas darei ênfase a duas situações principais: temporalidade e temática.


Quando me refiro à temática, quero falar sobre o perfil do blog, o tema, o assuntos que serão tratados, trabalhados no mesmo. Ao iniciar um blog você deverá já ter em mente o perfil do mesmo, sobre o que irá se postar: textos diversos, textos profissionais, mensagens de auto-ajuda, poesia, downloads, etc.


Se for um blog de variedades, ou seja, de tudo um pouco deixe isso claro aos visitantes. Isso eu já falei, porém a outra dica que dou é categorizar as postagens. Às vezes a intenção de fazer com que os visitantes explore mais seu blog indo buscar o título das postagens não funciona, já que pelo título nem sempre é possível distinguir o tipo de postagem que se trata. Organizando os posts em categorias, pode facilitar o leitor e assim você adquirir mais seguidores.


Em relação aos blogs de temática única, também pode-se categorizar, suponhamos um blog sobre saúde: pode-se criar categorias por especialidade por exemplo. O importante é disponibilizar o conteúdo de forma a facilitar a pesquisa dos leitores.


Já com relação a temporalidade, me refiro a relação do tema com assunto com a época em que é postado. Tenho observado alguns blogs, independente de tema, em que os blogueiros não optaram por divulgar a data e hora da postagem, tão pouco disponibilizam qualquer limiar que possam situar o leitor sobre tempo.


Leio muitas postagens sobre que usam “ontem, este mês, noite passada, nos últimos dias”, etc. Porém em momento algum do post ou mesmo através do recurso do site de hospedagem favorece ao leitor uma oportunidade de se situar quando o post foi publicado, quando aconteceu tal fato.


Outro dia li em um blog a seguinte frase: “ nos últimos dias a cidade vem apresentando muitas ocorrências de dengue”. Não havia data o post, nem pelo autor, e nem pelo site. Cheguei à página por um site de busca, eu poderia concluir que tal post foi feito no mesmo ano que li (no caso 2011), porém eu sabia que a realidade da cidade era outra, então procurei a data e não encontrei, somente retornando às buscas que pude saber quando foi feita a publicação ( pois sites de busca informam a data).


Então se atente, quem busca leitura, busca informação, e estas devem ser o mais precisa possível.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Solidariedade ou barganha

Não confunda solidariedade com barganha! Solidariedade trata-se do ato de se doar ao próximo que precisa e anseia por ajuda, sem esperar nada em troca, embora atos solidários façam bem para saúde segundo alguns estudos. Já a barganha é oferecer ajuda a outrem, e aguardar reconhecimento, popularidade, elogios, ou até mesmo pensando em “ganhar um pedacinho no céu”.

Infelizmente a realidade é que a maioria das pessoas barganha, e não são solidárias. São barganhadoras mesmo que de forma inconsciente. Ou seja, realizam uma ação, acreditando ser solidária, quando no seu íntimo, esperam benefícios (mesmo pós morte) de alguma coisa. Às vezes fazem se solidarizam por “n” motivos, mas muitas esperam que a “lei da atração” realmente exista, e seja atuante com ela.

A barganha é passageira, e raramente abre espaço para a real solidariedade, que por sua vez é contínua, acontece sem nenhuma outra intenção, que não seja ajudar ao próximo.

Mas porque falar da dicotomia barganha e solidariedade? Pelo simples fato de compreender porque o brasileiro é tido como solidário e mesmo assim ainda muitas pessoas precisam de ajuda, desde ajuda a alimentação, moradia, até ajuda de atenção, orientação, de afeto...

Um exemplo claro que podemos citar para ilustrar o texto, foram os movimentos de solidariedade às vítimas das chuvas/enchentes da região serrana do Rio de Janeiro. Até hoje elas precisam de ajuda, e as mesmas se esgotaram, não duraram mais de um mês. E o Brasil já manda ajuda a desabrigados do Japão.

É coerente? Não, e esta incoerência ganha formas exponenciais se mensuradas com a discussão deste texto. Ora o que houve por ocasião da tragédia no RJ, foi barganha, e não solidariedade. O mesmo acontecerá com as famílias de vítimas da chacina de Realengo, no mesmo Estado – daqui há um mês será fato esquecido, ninguém irá mais rezar pelas famílias e vítimas.

Assim toda vez que pensar em ser solidário, pare e pense! Fazer barganha não é pecado, nem errado. Porém seja verdadeiro ao menos consigo mesmo, e não espalhe que está sendo solidário. Pois quem é solidário, é a qualquer hora, com qualquer coisa, e não somente em momentos de tragédia ou visibilidade pública em maior ou menor grau.

sábado, 9 de abril de 2011

Acabou o fio dental, e agora?


Você vai escovar os dentes, a noite, após sua última refeição do dia e descobre que o fio dental acabou, e não tem outro a disposição no momento, e nem onde ir comprar por perto. E agora?

Agora o jeito é fazer uma excelente escovação, usar um anti-séptico bucal, e ir dormir, mas não antes de fazer uma reflexão.

Um simples fato de acabar o fio dental é motivo de reflexão sim, e de várias:

1ª) O correto é quando colocar em uso um último produto de consumo diário, ir comprar outro, para que não fique sem. Porém se não o fez é alguma razão tem: esquecimento, falta de tempo, etc. Mas se não se preocupa com sua saúde, será que está administrando corretamente sua vida?

2ª) ninguém vai acumular lixo no canto da pia, então o potinho que vem o fio dental deve se descartada, preferencialmente em lixo segregado, é hora de começarmos a pensar mais em qualidade de vida, e isto inclui o meio ambiente.

3ª) falando em meio ambiente, segregação de lixo, podemos fazer outra reflexão sobre reciclagem. Papel, plástico, metais, óleo de cozinha, dentre tantas outras coisas que utilizamos e descartamos como lixo comum podem e devem ser reciclados, ou tendem a um destino específico (por exemplo, baterias , aparelhos eletrônicos, celulares, pilhas). Devemos começar a despertarmos para reciclagem, diminuir o volume de lixo de nossas casas.

4ª) Diminuir o volume de lixo não requer apenas pensarmos em segregar o lixo, encaminhar devidamente o que pode ser reciclado. Porém devemos conter gastos e volume. Ninguém precisa de meio metro de fio dental para fazer uma higiene bucal, tente saber quanto se gasta por mês do produto, Isto evita desperdícios de ter de desprezar o material por vencimento da data de validade. Vale lembrar que esta reflexão serve para tudo que consumismo inclusive água energia elétrica.

5 ª) anteriormente falamos de reciclagem, eu ao jogar fora o potinho do fio dental fiquei a pensar: como segregar? O porte é feito de plástico (que é reciclável), mas tem uma parte de metal, a reciclagem de plástico é diferente da de metal. Não há como separar as partes, se for tentar separar há risco de acidente. O que fazer? Bem eu não sei, sugiro não tentar separar, os artigos, então, jogue no lixo em que a proporção do produto seja maior, no caso o plástico. Mas antes veja na embalagem o telefone e contato do serviço ao consumidor, entre em contato com a empresa e reclame, e se oriente com ela o que fazer.

Esses foram algumas inquietações que me surgiram com um simples acabar de fio dental.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Reflita sobre o episódio, mas não reflita seu preconceito.

Pensei em escrever algo sobre o acontecido, mas o texto de Ayala Gurgel sintetiza o que muitos gostariam ou teriam para falar nesse momento.

Porém um tema em específico que muitos nem ousarão fazer, devido a repulsa, a indignação da brutalidade que foi o crime, o que vou tratar aqui é no “se colocar no lugar de Wellington (autor dos disparos que matou tantas crianças).”

Sem dúvida o crime foi cruel, choca a todos, buscamos explicações do porquê, queremos apontar culpados, ridicularizar, humilhar e acabar com o assassino de forma a nos distanciarmos cada vez mais desse tipo de figura, talvez buscando esconder nossa incapacidade de enfrentar a realidade, nos desresponsabilizar pela nossa culpa.

Mas que culpa uma pessoa que mora longe, que nem mesmo conhece nenhum dos envolvidos, muito menos o autor do crime, poderia ter? Talvez a culpa de muitos não esteja relacionada no Wellington Menezes de Oliveira, mas a tantos Wellingtons, Robertos, Joãos, Marias, elisas que passamos pelo mundo e nos esquecemos de dar um olhar, estende rum braço.

Muitos doentes mentais, sejam eles com depressão psicopatia, esquizofrenia, não pedem dinheiro, juras de amor como ajuda, querem apenas atenção, um abraço, um olhar amigo, uma mão estendida não para oferecer emprego, mas para terem segurança de que não estão sozinhos.

Somente quem passa pela complexidade da doença mental saberá entender o que é chegar em casa, ou no trabalho, encontrar uma pessoa na rua achar que é amiga e essa mesma pessoa não perguntar “como vai você”, um “vamos conversar”, “me conta da sua vida”. Ao contrário se ouve: “ ainda enterrado no computador?”, “ainda fazendo nada?”.

Uma simples pergunta pode ser pior que um tiro a queima roupa que mata. Pois um tiro mata, mas a dor da exclusão, do isolamento, da crítica. Mas ainda assim pode vir um infeliz, que se acha normal e dizer: “ora mas a pessoa só se isola quando quer.”

Realmente se isola quando quer! Quando quer manter distância do sofrimento que lhe causa através de deboches, das próprias criticas diretas, da falta de amor, da falta de humanidade... Ou será que alguém gosta de ser ridicularizado, de ser desmentido, desvalorizado, discriminado?

Da mesma forma que uma pessoa “dita normal”, capaz de julgar o outro, se defende jogando a culpa do isolamento ao outro. Esse outro pode se defender do preconceito, da discriminação, das críticas das várias maneiras, não só se isolando... talvez praticando crimes, que no entender dele é no mesmo nível da violência que ele recebeu um dia também.

E aqui nem vale desculpar-se dizendo que foi invenção da cabeça dele, que a pessoa fantasiou criticas, deboches, discriminação, etc. Isto é desculpa de incapazes de lutar com a doença mental e com a pessoa portadora da mesma. É medo!

Digo isso não tentando diminuir a culpa de Wellington. Absolutamente! Digo com propriedade de causa, de alguém que teve um diagnostico psiquiátrico, sofreu preconceito, cometeu muitos erros tentando revidar o preconceito, mas que buscou um tratamento, e foi capaz de reconhecer cada erro, e tentar reverte-los. Escrevo hoje, com propriedade de quem já trancou não só a porta do quarto, mas da vida, pois já que não tinha uma palavra amiga ao lado, uma mão segurando a minha, era melhor o isolamento do que críticas, falsas motivações dizendo que eu era linda, ou tentativas de me ridicularizarem para ver se eu “Caía na real”. Na real eu já estava, eu simplesmente significava a realidade da incapacidades de TODOS à minha volta de lidarem comigo – família, amigos, profissionais, vizinhos. Eu me tornei por muito tempo tradução do egoísmo de cada um. (um dia explico mais sobre isto).

Não quero chocar a ninguém, apenas tentei alertar todas as pessoas que não utilizou o episódio para refletir sua própria postura. Será que você não está criando uma pessoa com o mesmo adjetivo que utilizou para classificar Wellington? Pense nisso.

p.s: Nem ouse dizer que estou em mais um surto, nunca estive tão bem, e não sou só eu que acho!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CUIDE DA SUA DEDICAÇÃO

Esta semana fui surpreendida com uma pergunta um tanto inusitada: Por que não dediquei meu livro à minha família?

A pessoa imaginou que fosse algum esquecimento, ou não cair na mesmice de todos os autores dedicar o livro à família, pela compreensão da ausência, apoio, etc.

Bom minha família ( aqui vou me referir em especial pai, mãe e irmã) sempre me respeitou nas minhas decisões, porém nunca compreenderam eu me ausentar das reuniões familiares, das horas de refeições para ficar lendo ou estudando. Assim como jamais compreenderam, entenderam e acham certo todas as horas “perdidas” (para eles) na frente de um computador. São pessoas que não gostam de ler, não ligam para livro.

Nesse contexto como dedicar um livro a quem não gosta e nem me apoiaram? Seria no mínimo deboche da minha parte. Ao contrário da minha monografia de graduação, que foi a gêneses do livro, e devidamente dedicada a todos os envolvidos, inclusive minha família, que me ajudou financeiramente durante minha faculdade. Somente financeiramente, pois jamais souberam período que eu estava, quando tinha aula, ou quando não tinha, notas, absolutamente nada. Não os culpo por isso, por um lado foi muito bom, não fiquei presa a cobranças ou muletas, ou com a espada apontada para a garganta tendo que recompensar todo o gasto e preocupação.

Explicado o motivo pelo qual não dediquei meu livro à minha família, eu e a pessoa fizemos uma reflexão sobre dedicação. Ai foi minha vez de me perguntar: você sabe se dedicar? A resposta é não.

Ora, se eu não sei dedicar, como vou falar sobre o assunto? Simples, eu não sei executar a dedicação, mas sei o motivo disto acontecer.

É como a história supracitada: eu poderia ter dedicado o livro à minha família sob o escopo deles terem me dado a vida, me educado, me sustentado, mas tomei como principio um fato isolado. Assim deve ser a decisão de dedicação, em fatos isolados, e não como gratidão, ou cumprimento social. E isto vale para a dedicação a trabalho, lazer, descanso.

A dedicação que desenvolvemos, qualquer que seja ela pra alguém ou alguma coisa, pode traduzir alguns comportamentos nossos: a dedicação bem “dosada”, demonstra um equilíbrio emocional nosso; Já a dedicação exacerbada pode significar medo, ansiedade; a ausência de dedicação traduz um quadro de desmotivação, ou de indecisão, de frustração.

Suponhamos uma pessoa que exacerba na dedicação ao trabalho, justifica isto como sendo a busca do sucesso da realização profissional e financeira. Mas por outro lado esquece-se da vida social, pessoal, ou quando não esquece, faz da vida social e pessoa degrau para a profissional. Esta dedicação profissional pode mascarar uma carência afetiva, por exemplo.

Ainda há situações que a pessoa se dedica a várias coisas ao mesmo tempo, podendo falhar, ou ficar a desejar em algum resultado de uma ou várias atividades. Ou então de se dedicar em períodos curtos de tempo a coisas diferentes, e deixar as atividades anteriores inacabadas, em aberto. Esta situação pode traduzir um período de auto-desconhecimento, de indecisão, um não querer assumir a realidade (o que falta, o que entristece, os próprios defeitos e fraquezas).

Enfim a dedicação é algo pontual, específico e não amplo, tem seu objetivo que é pessoal a quem se dedica, e não a quem é dedicado. Ou seja, a dedicação é algo meio egoísta, mas que pode render frutos ao outro.

Então antes de achar que dedica-se demais ou de menos a alguém ou alguma coisa, avalie a si mesmo, pois a dedicação pode não ser um vício, mas um anestésico para a circunstância vivida, em outras palavras, uma fuga!