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domingo, 30 de janeiro de 2011

Câmara Municipal de Juiz de Fora: assistencialista e interesseira?


A palavra vereador deriva do verbo verear, cujo significado é administrar, reger e governar. Bem diferente de assistir, que é função, por exemplo, do assistente social. Porém esses significados são desconhecidos por alguns vereadores de Juiz de Fora, que pautam suas atividades em assistencialismo por puro interesse eleitoreiro. Este tipo de atividade, embora possa ajudar algumas pessoas, é errado, imoral e antiético, pois coloca à frente do interesse coletivo, os interesses individuais.

O assistencialismo dos vereadores vão desde atender aos pedidos das pessoas que vão procurá-los, até oferecimento de serviços sem solicitação da população. Na primeira situação vale como exemplo os pedidos aos vereadores de consultas, exames, cirurgias, vagas em hospital para internamentos. Já a segunda tem como exemplo a próxima Câmara itinerante que levará uma equipe da Caixa Econômica para falar sobre linhas de crédito do governo, segundo informações do presidente da Câmara.

Certamente para a população isto é ótimo, mas porque resolveram levar essa novidade somente após as primeiras negociações com o respectivo banco sobre a construção do novo prédio da Câmara? Juiz de Fora conta com apoio e plena atividade da EMCASA, órgão público municipal responsável pela “execução de todas as ações voltadas a inibir e combater o déficit habitacional no município de Juiz de Fora.” O órgão poderia já fazer parte da Câmara itinerante orientando a população sobre linhas de credito do governo sobre habitação, por exemplo.

É praticamente jocoso tentar fazer a população acreditar que essas ações individuais e interesseiras sejam realmente sensatas e corretas. Não passa de medidas paliativas e eleitoreiras.

Isso precisa mudar em 2012!

Fonte: http://twitter.com/CarlosBonifaci

http://www.pjf.mg.gov.br/emcasa/historia.php

sábado, 29 de janeiro de 2011

Mais um engodo para Juiz de Fora (continuação)



Como recebi algumas perguntas a respeito da construção do novo prédio da Câmara Municipal, venho aqui esclarecer tais dúvidas.

1º) Não possuo nenhum informante em nenhum gabinete da câmara, apenas acompanho aos noticiários do site da câmara e do acessa ( uma mídia menos tendencionista na cidade.

2º) a minha certeza sobre o assunto é comprovada pelos sites acima descritos e as fotos que estarei postando aqui, confirmam que houve a reunião com a entrega do projeto, proposta da concessão.

3º) imprensa como Tribuna de Minas e Diário Regional não publicaram nada a respeito. Bem eu preferiria acreditar que não o fizeram por achar mais um desrespeito com o povo juiz-forano, e sem querer fazer uma crítica a respeito, assim preferindo se calarem. Porém não podemos descartar a possibilidade da mídia manipuladora de opiniões, que sabia que a população não iria gostar da noticia e poderia surgir uma série de manifestações contra, baixar popularidade da gestão, etc., preferindo dessa forma esperar até hoje para publicar a notícia do projeto de lei enviado à Câmara sobre a liberação da venda de terrenos públicos, para levantamento de verbas que serão aplicadas em obras ligadas à saúde e educação. Ou seja, isso traz mais resultado à população que a construção do prédio da Câmara. Melhora a imagem do poder legislativo e executivo. Realmente é mais benéfico à população, porém favorece encobrir as falcatruas, os devaneios que assolam a atual gestão, principalmente no que diz respeito as negociações com a Caixa Econômica, para construção do novo prédio da Câmara.

Bem era isso que eu tinha a dizer, porém devo acrescentar umas observações?

- alguém ai duvida da aprovação desse projeto de lei para venda de terrenos públicos?

- para publicar uma reportagem no jornal Tribuna de Minas, dia de semana que é mais barato, no tamanho de uma folha tamanho A4, custaria R$ 6.523,60 ( seis mil, quinhentos e vinte e três reais e sessenta centavos). Logo melhor utilizarmos blog, sites livres mesmo, pois nem nossos artigos querem publicar, deixando o espaço para igrejas e assuntos aleatórios não polêmicos.

- misteriosamente, não sei por qual razão, a mídia impressa de Juiz de Fora (jornais) não estão mais publicando notícias de cunho político enviados por leitores, ou de partido políticos, apenas aqueles ligados ao governo federal e municipal, ou que seja ligado à direção das empresas, ou que paguem,(obviamente!).


Fontes:

http://isal.camarajf.mg.gov.br/jornal/noticias/noframe.php?270120111
http://www.acessa.com/cidade/arquivo/noticias/2011/01/27-predio/
http://twitpic.com/3tw9oj
http://twitpic.com/3twd1s

Alguém tem mais alguma dúvida do aumento?





Uma onda de aumento do valor das passagens de ônibus urbano assolou o país nas primeiras semanas de janeiro, muitos protestos ocorrem diariamente, quer sejam presenciais ou virtuais, meio pelo qual tem ajudado bastante no avanço das informações e organização de manifestações.

Foi nesse mesmo meio virtual que começou a surgir os rumores do aumento das passagens de ônibus de Juiz de Fora, embora nada confirmado. Porém murmúrios no twitter indicava o aumento para o valor para R$2,10 ( dois reais e dez centavos), segundo twiteiro a informação veio de uma fonte segura da ASTRANSP.

Como há muitos políticos no site recorri ao nosso presidente da Câmara, que só me respondeu depois que eu reclamei que ele não respondia a ninguém ( afinal ele só postava reportagens como já foi denunciado). O então presidente da Câmara Municipal respondeu que é contra qualquer aumento abusivo. Porém concorda com um aumento se necessário baseado no IPCA, o mesmo índice que norteou o aumento do IPTU.

Bem aumento de R$0,30 centavos é abusivo, aliás, qualquer aumento já é abusivo, já citar um índice que pode nortear esse aumento, é praticamente assumir que já haja debate a esse respeito, logicamente a portas trancadas

Isso pode mudar, você tem essa chance em 2012.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mais um engodo para população de Juiz de Fora


Uma nova novela se inicia, e como muitas que acontecem em Juiz de Fora, mais uma vez o povo não decidirá o final: Mais uma vez, aqueles que deveriam representar e legislar em prol da população o faz em benefício próprio, justificam que é melhoria para o povo.

A câmara municipal de Juiz de Fora anunciou hoje a formalização das negociações sobre a concessão da construção do novo prédio da câmara municipal. Em reunião realizada no dia de hoje com superintendentes da Caixa Econômica Federal, o presidente da câmara, pastor Carlos, entregou o projeto e a proposta, que consistem em a Caixa custear a construção do novo prédio no terreno que hoje é o Terreirão do Samba, em troca da concessão do uso do Pálacio Barbosa Lima e do anexo Ignácio Halfeld, ambos no Parque Halfeld e ocupados pelo legislativo.

Apesar do município não custear a obra, certamente dinheiro publico será gasto, afinal uma nova construção vai exigir uma nova decoração, ou será que vão querer mobiliário antigo na “nova casa”. Não será nada estranho se o município mais uma vez facilitar as negociações favorecendo a Caixa Econômica isenção de tributos e impostos como fez com algumas empresas para que escolhessem Juiz de Fora para se instalarem.

O poder executivo já autorizou a transação para a construção do novo prédio da câmara,  a qual segundo o vereador à frente das negociações,  é uma das grandes metas da nova mesa diretora da Câmara, pois beneficiará a população a partir da ampliação do espaço, e consequentemente dos atendimentos e qualidade dos mesmos.

Não é errado afirmar que o atendimento da Câmara poderia ser melhor, mas não está mais precário que as ruas da cidade, do que a saúde, do que o transporte urbano, e outras tantas questões sociais da cidade. É um absurdo, termos representantes que não representa em nada a população. Pior! É termos vereadores cuja prioridade seja novo prédio para sediar a Câmara Municipal da cidade, enquanto inúmeras casas estão em situação de risco, unidades básicas de saúde necessitam reformas, assim como escolas.

É desalentador que a “Nova Juiz de Fora” seja nova apenas para uma minoria, para aqueles que acreditam que têm o poder nas mãos. Enquanto quem tem realmente o poder permaneça ainda na “Velha Juiz de Fora”, com todos os problemas que foram prometidos as soluções na época de campanha eleitoral, mas que muito pouco ou quase nada se fez.
Como mudar? Fácil, porém só em 2012.