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terça-feira, 21 de setembro de 2010

O descanso


O cansaço sobre meus ombros

Recorda-me o descanso vislumbrado.

Olho minhas mãos calejadas,

E espero o passado que se foi.

Já não sei se a noite me embriaga

Ou o cansaço me anestesiou

Permaneço nesta cama

Olhando estrelas dançarem no teto.

Ali não é céu, logo não há estrelas

Seriam as aranhas, ou minha imaginação

Mas isso não importa mais

Se aqui jaz alguém.

O corpo mortificado

Nem parece aquele durante o dia

Tão pouco o mesmo o de amanhã

Um corpo que baila, e descansa

O vento que sopra em minha nuca

Alivia meus ombros

Parece levar para longe

A mochila num embrulho.

Não há mochilas, nem pesos.

Há uma tensão, um cansaço, um prazer

Não me tire ele

Não que eu goste de sofrer.

O cansaço prova minha existência

Estou viva! Viva a vida!

Hora de celebrar! Não há colheita!

Apenas frutos de mais uma lida.

A saga dos 15 anos


Nunca imaginei que fazer quinze anos fosse algo de tanta responsabilidade! Eu já passei por vários quinze anos – mais de quinze anos de idade, mais de quinze anos morando em outro estado, uso óculos há um bom tempo, estudo a muito mais (este, aliás, mais de um quarto de século – puxa devo ser muito inteligente ou “nerd”). Enfim se formos observar somamos muitos anos e não nos damos conta.

No último final de semana fui a um aniversário de quinze anos, juro que saí de lá com esperanças de ganhar na mega sena, pois jogo do bicho é ilegal, e não quero levantar ira em ninguém, e de polêmica chega a da escolha do presente.

Aliás, escolher presente de quinze anos, algo que foi bem complicado. Eu sempre escolho presente me referenciando na pessoa a ser presenteada, com um toque especial meu. Mas dessa vez a escolha de presente quase virou novela mexicana, com uma pitada de mania persecutória.

Um mês antes começamos a debater aqui em casa, meu voto foi um livro da coleção “Meu querido diário otário”. Isso deu o que falar, achei que o problema era o objeto (o livro), mas me enganei, era o título da coleção: acharam que eu queria presentear para provocar a aniversariante e seus familiares próximos, já que a festa prometia ser em grande estilo sofisticado. Depois que entendi o fuzuê que deu minha escolha nem ousei dizer o nome do título que escolhi - Não subestime sua idiotice. Ora para uma pessoa que é criticada por estar em coral de igreja, grupo jovem, e mais outros grupos da igreja, seria algo interessante, útil a ela em tempos de bullying, e com uma pitada de estilo meu, já que adoro ler.

Meu susto não parou por ai. Já na igreja me surpreendi com o padre dizendo que joga na mega sena para ajudar as obras da igreja – considerando que ele havia saído de uma missa antes da tal celebração do aniversário,minha mente fértil esqueceu a homilia e enveredou nos caminhos da imaginação. Consegui ver o padre na sacristia sentado, contando o dinheiro das ofertas e separando o necessário para uma fezinha.

Chega! Falei a mim mesma e consegui lembrar-me do ato de contrição para pedir perdão pelo meu pecado. Certamente o devaneio foi fruto do impacto do presente escolhido e comprado: um porta-jóias musical, com uma bailarina rodopiando quando aberto. Oh céus!

Quando retomei minha atenção, todos já estavam saindo da igreja, a celebração acabara, e os convidados não ousaram esperar a saída da aniversariante, correram na frente para o salão onde aconteceria a festa.

Achei que a noite terminaria por aí. Mas lá fui eu levada ao salão, ao tunz tunz tunz. Não tive festa de quinze anos, mas lembro-me que nesta idade eu dançava Xuxa e paquitas, certamente esta seria a trilha sonora do meu aniversário. Mas agora é tanto nome que a gagá aqui ( e não lady gaga) não se recordaria. Poxa! Nem um MPB para eu conseguir acompanhar, desconsiderando o “levanta a mão e faça um coração” como música. Claudia Leite e Ivete Sangalo abatidas por Justin Bieber ( uns a gente decora de ouvir nas rádios e ler manchetes na Internet).

As novidades do aniversário ficaram por conta da minha presença mesmo, depois de ouvir tantos “está sumida” e “milagre você aqui”, decidi ir dança. Três músicas eletrônicas e começa aquela fumaça infernal, a mesma que me causou crise de bronquite aos onze anos para nunca mais me livrar delas. Um respirar fundo, uma abanadela foi suficiente para segurar o momento e continuar uma tentativa de dança. Nossa! Quanto fôlego essa garotada tem1 Só pulam, gostava mais da época dos passinhos, super fácil e as pessoas interagiam mais entre si ao invés de se tornaram malabaristas em cima de saltos altos e pulos.

Músicas e danças a parte, ganhem um esbarrão que me fez virar a bailarina do presente dado e me fazer rodopiar pela pista de dança antes mesmo da valsa e sem par. Foi o suficiente para acabar com o meu momento de dança. Não! Não quebrei salto, não me machuquei, nem mesmo me estabaquei no chão. O menino que me esbarrou, pediu um “desculpa tia”, me senti a Lady Gaga, ao som de Bad Romance, pela a excentricidade da minha figura mais velha em meio a garotada. Melhor foi sentar-se novamente, e ouvir pessoas comentando sobre o vestido de quem passasse, do trabalho, de doença, todo e qualquer assunto que contrastasse com o tema: festa!

Para onde eu olhava tinha o número 15, pirulito, bombom, enfeites, quadros, parede. A todo instante me recordava do padre falando que jogava na mega sena, aquilo poderia ser um aviso. O tempo passava, e eu continuava a pensar quinze. Ou seria influência do meio? Preferi não subestimar minha idiotice.

Por falar em tempo achei curiosas as justificativas das pessoas para algumas situações: Não tive tempo de arrumar o cabelo, não tive tempo de sair para comprar uma roupa melhor, não tenho tempo para ir te visitar.

Quanto tempo gasto, quanta falta de tempo. O tempo justificativa para tudo! Então vou usá-lo aqui também, não vou mais gastar tempo com a saga dos 15 anos, nem fazê-los gastar mais tempo lendo isto, vou ocupar meu tempo pensando por que o título de um livro pode ser considerado como ofensa quando for oferecido como presente.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ALGUNS CONCEITOS SOBRE O AMOR - Ervin Figueiredo

O amor não te faz arder em chamas. O nome disso é combustão instantânea. Amor é outra coisa.
O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa completamente feliz. O nome disso é Prozac. Amor é outra coisa.
O amor não te deixa saltitante. O nome disso é Pogobol. O amor é outra coisa.
O amor não te faz acreditar em falsas promessas. O nome disso é campanha eleitoral. O amor é outra coisa.
O amor não te faz esquecer de tudo. O nome disso é amnésia. Amor é outra coisa.
O amor não te faz perder a articulação das palavras de repente. O nome disso é AVC. O amor é outra coisa.
O amor não te faz sentir borboletas no estomago, o nome disso é fome. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa completamente imóvel. O nome disso é trânsito de São Paulo. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa.
O amor não faz seu mundo girar sem parar. O nome disso é labirintite. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa sem chão, o nome disse é cratera. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa quente e te leva pra cama. O nome disso é dengue. O amor é outra coisa.
O amor não retribui suas declarações. O nome disso é restituição de imposto de renda. O amor é outra coisa.
O amor não leva teu café da manhã na cama e ainda dá na boquinha. O nome disso é enfermeira. O amor é outra coisa.
O amor não te faz olhar pro céu e ver tudo colorido. O nome disso é queima de fogos de artifício. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa.
O amor não te liberta. O nome disso é ALVARÁ DE SOLTURA. Amor é outra coisa.
O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é baitolice. O amor é outra coisa.
O amor não é aquela coisa brega, mas que te remexe todo. O nome disso é Banda Calypso. O amor é outra coisa.
O amor não te dá a chance de mudar o que está diante de você. O nome disso é controle remoto. O amor é outra coisa.
O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV. O amor é outra coisa.
O amor não te pega desprevenido e te impulsiona para frente. O nome disso é topada. O amor é outra coisa.
O amor não faz o coração bater mais rápido. O nome disso é arritmia. O amor é outra coisa.
O amor não faz você dar suspiros. O nome disso é dia de Cosme e Damião. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ver tudo com outros olhos. O nome disso é transplante. O amor é outra coisa.

_________________________

Recebi tal texto por e-mail hoje, e confesso que gostei muito, um jogo de palavras que muito me agrada.

ALGUNS CONCEITOS SOBRE O AMOR - Ervin Figueiredo

O amor não te faz arder em chamas. O nome disso é combustão instantânea. Amor é outra coisa.
O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa completamente feliz. O nome disso é Prozac. Amor é outra coisa.
O amor não te deixa saltitante. O nome disso é Pogobol. O amor é outra coisa.
O amor não te faz acreditar em falsas promessas. O nome disso é campanha eleitoral. O amor é outra coisa.
O amor não te faz esquecer de tudo. O nome disso é amnésia. Amor é outra coisa.
O amor não te faz perder a articulação das palavras de repente. O nome disso é AVC. O amor é outra coisa.
O amor não te faz sentir borboletas no estomago, o nome disso é fome. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa completamente imóvel. O nome disso é trânsito de São Paulo. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa.
O amor não faz seu mundo girar sem parar. O nome disso é labirintite. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa sem chão, o nome disse é cratera. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa quente e te leva pra cama. O nome disso é dengue. O amor é outra coisa.
O amor não retribui suas declarações. O nome disso é restituição de imposto de renda. O amor é outra coisa.
O amor não leva teu café da manhã na cama e ainda dá na boquinha. O nome disso é enfermeira. O amor é outra coisa.
O amor não te faz olhar pro céu e ver tudo colorido. O nome disso é queima de fogos de artifício. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa.
O amor não te liberta. O nome disso é ALVARÁ DE SOLTURA. Amor é outra coisa.
O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é baitolice. O amor é outra coisa.
O amor não é aquela coisa brega, mas que te remexe todo. O nome disso é Banda Calypso. O amor é outra coisa.
O amor não te dá a chance de mudar o que está diante de você. O nome disso é controle remoto. O amor é outra coisa.
O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV. O amor é outra coisa.
O amor não te pega desprevenido e te impulsiona para frente. O nome disso é topada. O amor é outra coisa.
O amor não faz o coração bater mais rápido. O nome disso é arritmia. O amor é outra coisa.
O amor não faz você dar suspiros. O nome disso é dia de Cosme e Damião. O amor é outra coisa.
O amor não te faz ver tudo com outros olhos. O nome disso é transplante. O amor é outra coisa.

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Recebi tal texto por e-mail hoje, e confesso que gostei muito, um jogo de palavras que muito me agrada.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os sonhos morrem primeiro



Os meus sonhos...
Ah! Os meus sonhos que longe de vão.
Nem eu mesma sei a direção,
Mas já os vejo virar a esquina.

Deixa um rastro de saudades,
Do tempo que cá passamos juntos.
Das alegrias e esperanças,
Que hoje ganham novas formas.

Parece um barquinho,
Flutuando nas ondas do mar,
Esperando um vento mais forte
Soprá-los para mais longe.

Eram sonhos fortes,
Mas os ventos fortes
Que os sopram para longe
Podem ser de novos sonhos.

Outro olhar, outra emoção!
A vida se renova a cada dia,
Com os sonhos não seria diferente.
Mas meus sonhos se foram

Não os quero aqui,
Dou-lhes adeus,
Quero sonhos novos,
Os velhos já não me cabem mais.

Quero voar
Entre o seu e o inferno
Meus sonhos morreram primeiro
Para minha realidade nascer.

Eles se vão... Morreram em mim
Fica a saudade, da hora do sonhar
Chega a alegria
Dos sonhos realizarem.

sábado, 4 de setembro de 2010

Quero-te

Permaneça em mim o tempo que quiseres

Só não me peças para te esqueceres

O único esquecimento permitido

É deixar-te-ei dentro de mim.

Como um doce em caldas

Conservarei-te dentro do meu amor

Do meu desejo e sentimento

Apenas aceito o que posso oferecer.

Não esperes que eu vá para longe de ti

És como meu pensamento,

Que me acompanha pelos campos

Não importa se é entre céu ou os mares.

Quero-te comigo

Assim como a lua no céu

Que pode se esconder por momentos

Mas sempre retorna para brilhar...